Preventivo Ginecológico

Inicialmente, a médica inspeciona visualmente a vagina e ânus, externamente. Ela estará procurando quaisquer alterações da normalidade (pigmentação, secreções, lesões, padrão de pilificação, etc).

Em seguida, a médica introduz um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato). É feita nova inspeção visual nas paredes internas da vagina e colo do útero. A seguir, a médica provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e uma escovinha, respectivamente. As células colhidas são colocadas numa lâmina de vidro (para microscópio) que será encaminhada para análise em laboratório especializado em citopatologia.

Para garantir que o resultado é o mais correto possível, a mulher deve, nas 48 horas anteriores à realização do exame:

  • abster-se de ter relações sexuais (mesmo com camisinha);
  • evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais (por exemplo, espermicidas)
  • não realizar exame ginecológico com toque, ultrassonografia transvaginal e/ou ressonância magnética da pelve.

É importante também que a mulher que vai se submeter ao exame não esteja menstruada, pois o resultado pode ser alterado se houver presença de sangue. Mulheres que estejam grávidas também podem se submeter ao exame, sem riscos de saúde para ela ou para o bebê.​

Os exames devem ser feitos com a periodicidade disposta abaixo (como estabelecido em 2009 pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia):

  • Primeiro exame aos 21 anos;
  • Uma vez a cada dois anos, a partir de então, até os 29 anos.
  • A partir dos 30 anos, se você tiver três exames consecutivos normais (negativo), pode ser realizado a cada três anos.
  • Encerrar a realização dos exames: de 65 a 70 anos, nas mulheres que tiveram três exames negativos consecutivos e nenhum resultado anormal nos últimos dez anos. Exceções: portadoras do HIV, mulheres com depressão imunológica, história de NIC-I ou NIC-II e aquelas com muitos parceiros sexuais

Essas indicações não precisam ser seguidas à risca e cabe a sua médica ginecologista alterá-las se considerar necessário, caso a caso. Considera-se a necessidade da realização de exames mais precocemente ou com maior frequência, por exemplo, em pacientes portadores de HIV ou HPV, imunosuprimidos, que não utilizam métodos de proteção (camisinhas), têm múltiplos parceiros sexuais, fazem uso prolongado de anticoncepcionais orais, são tabagistas e/ou têm má higiene íntima.

Pode ser feito gratuitamente em postos ou unidades de saúde da rede pública e em todas as faculdades de Medicina do Brasil que tenham profissionais capacitados. É de fundamental importância, pois o câncer de colo de útero só costuma gerar sintomas tardiamente, portanto sua realização periódica reduz a mortalidade por este câncer consideravelmente.